Kempo Indiano
Prática que tem por base artes marciais antigas como o Vajra Mushti, instrução classica dos Kshatriyas, os membros da classe dos guerreiros da Índia antiga.
Trabalha-se com técnicas de respiração, preparação física bem estruturada, estudos de observação dos movimentos originais (dos animais e da natureza) e os caminhos para adaptá-los ao corpo humano.
Durante a prática os alunos experimentam estados de percepção não cotidianos. Os movimentos mais espontâneos e naturais surgem através do auto-centramento e da busca das sensações que cada animal ou elemento da natureza nos transmitem internamente.
Parte significativa do repertório é baseado nos animais, usados como inspiração para posturas, movimentações e interações. O rastejar da serpente, o rolamento do macaco, o salto do gato e o vôo da águia, entre muitos outros, são oportunidades de expandir a habilidade motora, aprimorar o condicionamento físico e, ao mesmo tempo, despertar a força do instinto que está adormecida dentro de nós.
A didática do Kempo visa estimular a autonomia dos praticantes na sua pesquisa corporal, não impondo uma hierarquia com cores de faixa ou formações militarizadas em sala, ao contrário, tem na roda em grupo a formação fundamental, que iguala todos no mesmo nível de responsabilidade.
