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	<title>Vajra &#124; Práticas de Autodesenvolvimento</title>
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	<description>Práticas de Yoga, Meditação, Dhyan e Pilates de Solo. Rua Pelotas 302f, Vila Mariana.</description>
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		<title>Virada Sustentável</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 23:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Vajra estará presente na 1º edição da VIRADA SUSTENTÁVEL. Evento que acontece em São Paulo nos dias 4 e 5 de junho ﻿com mais de 300 atividades culturais eeducativas, ligadas aos temas da sustentabilidade, agitarão a capital paulista durante o final de semana do Dia Mundial do Meio Ambiente. A primeira edição da Virada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-263" title="imagem-virada-limpo" src="http://vajra.com.br/site/wp-content/uploads/2011/05/imagem-virada-limpo.jpg" alt="" width="600" height="300" /><br />
O Vajra estará presente na 1º edição da <a href="http://www.viradasustentavel.com/site/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>VIRADA SUSTENTÁVEL</strong></span></a>.<br />
<span id="more-265"></span><br />
Evento que acontece em <strong>São Paulo nos dias 4 e 5 de junho</strong> ﻿com mais de 300 atividades culturais eeducativas, ligadas aos temas da sustentabilidade, agitarão a capital paulista durante o final de semana do Dia Mundial do Meio Ambiente.</p>
<p>A primeira edição da Virada Sustentável, que tem o objetivo de ampliar a informação sobre sustentabilidade a partir de uma abordagem positiva para a população, usando a arte e a cultura como principais ferramentas de comunicação – e transformação.</p>
<p>Logo após a abertura, que ocorre no sábado às 8h com atividades de yoga e meditação nos parques, a capital paulista será tomada por diversas atrações, como exposições, filmes, oficinas, workshops, peças e shows de música, sempre com conteúdo ligado aos temas da sustentabilidade. Meio ambiente, biodiversidade, direitos humanos, mudanças climáticas, mobilidade urbana, lixo e qualidade de vida serão alguns dos temas das atividades. Todas as atrações são gratuitas. No primeiro dia, as atividades acontecem das 8h às 24h. No domingo, as atrações iniciam novamente às 8h e terminam às 20h.</p>
<p>“A Virada Sustentável teve a preocupação, desde o início, de pulverizar sua programação em diferentes locais da cidade, de forma a evitar grandes deslocamentos e, principalmente, grandes aglomerações em um único local. Outro cuidado foi o de não promover o evento apenas em locais visitados pela população das classes média e alta, o que explica a presença de diversas atividades nas regiões periféricas da cidade, como os bairros de Capão Redondo, na zona Sul, ou Belém, na zona Leste”, explica o jornalista André Palhano, organizador do evento.</p>
<hr /><strong>VAJRA NA VIRADA SUSTENTÁVEL</strong></p>
<p>Parque Ibirapuera<br />
(Tablado do Yoga (Entre Planetário e Lago) l  Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Portão 3 e 10)<br />
<strong>Dia 04 de Junho (Sábado) – 12h – <strong>Dado Motta</strong>, Hatha Yoga com Meditação (Vajra)</strong></p>
<p><a href="http://www.viradasustentavel.com/site/index.php?page_id=196&amp;event_id=480" target="_self"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Veja Mais</strong></span></a></p>
<p>Parque da Água Branca<br />
(Bambuzal l Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca &#8211; São Paulo-SP)<br />
<strong>Dia 04 de Junho (Sábado) – 12h – <strong>Giuliano Nucci</strong>, Hatha Yoga (Vajra)</strong></p>
<p><a href="http://www.viradasustentavel.com/site/index.php?page_id=196&amp;event_id=94" target="_self"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Veja Mais</strong></span></a></p>
<p><a href="http://www.viradasustentavel.com/site/index.php/?page_id=4" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>LINK PARA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA</strong></span></a></p>
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		</item>
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		<title>Os Guerreiros (HAFIZ)</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 19:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Hafiz]]></category>
		<category><![CDATA[Sufi]]></category>

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		<description><![CDATA[Os guerreiros domaram as bestas Em seus passados para que os cascos das patas da noite Não pudessem mais quebrar a visão Ricamente ornamentada do coração. O inteligente e o valente Abrem cada aposento no futuro e expulsam Todos os fantasmas da mente que têm o mal hábito De escarrar por toda parte. Por um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://1.bp.blogspot.com/_vTt9zrOPxK0/TKnb5ntHHLI/AAAAAAAAAmI/SLv5BtGOiFc/s400/hafiz_p.jpg" alt="" width="280" height="306" /></p>
<p>Os guerreiros domaram as bestas<br />
Em seus passados para que os cascos das patas da noite<br />
Não pudessem mais quebrar a visão<br />
Ricamente ornamentada do coração.<br />
O inteligente e o valente<br />
Abrem cada aposento no futuro e expulsam<br />
Todos os fantasmas da mente que têm o mal hábito<br />
De escarrar por toda parte.</p>
<p>Por um longo tempo o universo tem estado<br />
Germinando em sua espinha<br />
Mas apenas um Santo tem o talento e<br />
A coragem de golpear<br />
O gigante-passado e as ansiedades futuras.</p>
<p>O guerreiro<br />
Sabiamente senta-se num círculo com outros homens<br />
Reunindo a força para desmascarar<br />
A Si mesmo.</p>
<p>Depois<br />
Senta, doando,<br />
Como um grande planeta iluminado<br />
Na Terra.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 85%;"><span style="font-style: italic;">Tradução: Ricardo Melito </span><br />
<span style="font-style: italic;">Fonte: </span><a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://ricardo-yoga.blogspot.com/2010/09/hafiz-sete-poemas.html">Portal do Conhecimento Divino</a></span><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Tao ( LAO TSE )</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 19:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Lao Tse]]></category>
		<category><![CDATA[Tao]]></category>

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		<description><![CDATA[Só temos consciência do belo Quando conhecemos o feio. Só temos consciência do bom Quando conhecemos o mal. Só temos consciência da vitória Quando conhecemos a derrota. Ser e existir caminham juntos. Fácil e difícil se apóiam. Grande e pequeno definem um e outro. Alto e debaixo dependem um do outro. Antes e depois se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/_vTt9zrOPxK0/TCkRuUXk0-I/AAAAAAAAAk0/Dq15ve8sQ2Q/s400/lao-tzu.jpg" alt="" width="350" height="262" /></p>
<p>Só temos consciência do belo<br />
Quando conhecemos o feio.<br />
Só temos consciência do bom<br />
Quando conhecemos o mal.<br />
Só temos consciência da vitória<br />
Quando conhecemos a derrota.<br />
Ser e existir caminham juntos.<br />
Fácil e difícil se apóiam.<br />
Grande e pequeno definem um e outro.<br />
Alto e debaixo dependem um do outro.<br />
Antes e depois se complementam.<br />
Eis por que o sábio age pelo não agir<br />
E ensina sem falar.<br />
Coisas surgem e ele aceita.<br />
Coisas desaparecem e ele não resiste.<br />
Tudo tem e nada possui.<br />
Tudo faz e nada espera.<br />
Termina sua obra<br />
E sempre está no princípio.<br />
E por isso sua obra é eterna.</p>
<p>A vida suprema é como a água;<br />
nutre tudo, sem tentar.<br />
Em silêncio, se adapta.<br />
aquele, que os homens desprezam&#8230;</p>
<p>A água é como o Tao.<br />
Na morada, base.<br />
No pensamento, simplicidade.<br />
No conflito, justo e generoso.<br />
No controle, não controle.<br />
No trabalho, prazer.<br />
Na família, presença</p>
<p>Quando nos contentamos em Ser,<br />
pura e simplesmente Ser,<br />
sem comparar, sem competir&#8230;<br />
Realizamos o Essencial.</p>
<p>Encha o vaso até a borda,<br />
Nem uma gota a mais<br />
Afie a faca não mais que o necessário<br />
E ela terá o corte perfeito<br />
Persiga a fama e a vaidade<br />
E seu coração nunca se abrirá<br />
Dependa da aprovação alheia<br />
E torne-se um prisioneiro</p>
<p>O sábio faz o que tem que fazer<br />
E se afasta&#8230;<br />
Assim realiza o céu em si mesmo</p>
<p>Pode você dominar a mente das suas dispersões<br />
E mantê-la na sua unidade original?</p>
<p>Pode você deixar o corpo tornar-se flexível<br />
Assim como um recém nascido?</p>
<p>Pode você limpar a visão interna<br />
até que nada se veja, exceto luz?</p>
<p>Pode você amar as pessoas e liderá-las<br />
sem impor a tua vontade?</p>
<p>Pode você lidar com as questões vitais<br />
deixando as coisas tomarem o próprio rumo?</p>
<p>Pode você dar um passo atrás e entender todas as coisas?</p>
<p>Dar o nascimento e o alimento<br />
Ter sem possuir<br />
Agir sem esperar.<br />
Liderar sem controlar.<br />
Este é o caminho da realização.</p>
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		<title>A Arte de Viver (S.N. Goenka)</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 18:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Buda]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Vipassana]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos buscam paz e harmonia, porque isto é o que falta em nossas vidas. De quando em quando todos nós experimentamos agitação, irritação, desarmonia. E, quando sofremos agitação, não restringimos esse sofrimento a nós mesmos. Estamos continuamente distribuindo sofrimento aos outros também. A agitação permeia a atmosfera que circunda o sofredor e todos que entram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-122 aligncenter" title="Buda" src="http://vajra.com.br/site/wp-content/uploads/2011/02/Buda.jpg" alt="Buda" width="298" height="465" /></p>
<p style="text-align: left;">Todos  buscam paz e harmonia, porque isto é o que falta em nossas vidas. De  quando em quando todos nós experimentamos agitação, irritação,  desarmonia. E, quando sofremos agitação, não restringimos esse  sofrimento a nós mesmos. Estamos continuamente distribuindo sofrimento  aos outros também. A agitação permeia a atmosfera que circunda o  sofredor e todos que entram em contato com essa pessoa se tornam  irritados, agitados. Certamente, esse não é um modo apropriado de viver.</p>
<p>Devemos viver em paz com nós mesmos e em paz com os outros. Afinal,  seres humanos são seres sociais, têm de viver em sociedade e lidar uns  com os outros. Mas como podemos viver pacificamente? Como mantermos-nos  em harmonia interior e mantermos a paz e a harmonia ao nosso redor, de  forma que também os outros possam viver pacífica e harmoniosamente?</p>
<p>Para livrarmos-nos de nosso sofrimento, temos de saber a razão básica  para sua existência, a causa do sofrimento. Se investigarmos o  problema, torna-se claro que sempre que começamos a gerar qualquer  negatividade ou impureza na mente, certamente nos tornaremos agitados.  Uma negatividade na mente – uma contaminação ou impureza mental – não  pode coexistir com a paz e a harmonia.</p>
<p>Como começamos a gerar negatividades? De novo, através da  investigação, tornase claro. Eu me torno muito infeliz quando acho que  alguém age de uma maneira que não gosto ou quando não gosto de alguma  coisa que acontece. Coisas indesejadas acontecem e eu gero tensão  interior. Coisas que quero não acontecem, alguns obstáculos aparecem no  caminho e, novamente crio tensão interior; começo a atar &#8220;nós&#8221; internos.  E, pela vida afora, continuam a acontecer coisas indesejadas e as  desejadas podem ou não acontecer e este processo de reação, de atar nós —  nós górdios — torna toda a estrutura física e mental tão tensa, tão  cheia de negatividade, que a vida se torna um sofrimento.</p>
<p>Uma forma de resolver este problema é dar um jeito para que nada de  desagradável aconteça na vida e que tudo aconteça exatamente como  queremos. Temos de desenvolver o poder de fazer com que tudo que  desejamos aconteça e o que não desejamos não aconteça, ou ter alguém com  tal poder que nos ajude sempre que solicitarmos.</p>
<p>Mas isso é impossível. Não há ninguém no mundo cujos desejos sejam sempre<br />
satisfeitos, em cuja vida tudo ocorra de acordo com sua vontade, sem  acontecer nada indesejável. Fatos contrários à nossa vontade e ao nosso  desejo ocorrem constantemente. Portanto, apesar de todas essas coisas  que me desagradam, como posso parar de reagir cegamente? Como posso  evitar gerar tensões? Como poso permanecer pacífico e harmônico?</p>
<p>Na Índia, assim como em outros países, pessoas sábias e santas do  passado estudaram esse problema — o problema do sofrimento humano — e  encontraram uma solução: se algo indesejável ocorre e você começa a  reagir gerando raiva, medo ou qualquer outra negatividade, então, você  deve desviar sua atenção o mais rapidamente possível para uma outra  coisa qualquer. Por exemplo, levante-se, pegue um copo d&#8217;água, comece a  bebê-la e sua raiva não se multiplicará; pelo contrário, começará a  diminuir. Ou comece a contar: um, dois, três, quatro. Ou comece a  repetir uma palavra, ou uma frase, ou algum mantra: isso é facilitado se  usar o nome de uma divindade ou de um santo pelo qual você tenha  devoção. A mente se distrairá e, até certo ponto, você estará livre da  negatividade, livre da raiva.</p>
<p>Essa solução foi útil, deu certo. Ainda dá. Praticando isso, a mente  sente-se livre da agitação. Entretanto, essa solução atua apenas no  nível consciente. Na verdade, ao desviar a atenção, você empurra a  negatividade profundamente para o inconsciente e, nesse nível, continua a  gerar e multiplicar a mesma impureza. Na superfície há uma camada de  paz e harmonia mas, nas profundezas da mente, jaz um vulcão adormecido  de negatividade reprimida que, de quando em quando, explodirá em  violenta erupção.</p>
<p>Outros exploradores da verdade interior foram ainda mais longe em sua  busca e, experimentando a realidade da mente e da matéria neles mesmos,  concluíram que desviar a atenção é apenas fugir do problema. Fugir não é  a solução; você tem de enfrentar o problema. Toda vez que a  negatividade surgir na mente, simplesmente observe-a, enfrente-a. Assim  que começarmos a observar uma impureza mental, ela começará a perder  toda a sua força. Lentamente irá murchar e será extirpada.</p>
<p>Uma boa solução: evitar os dois extremos da repressão e da livre  manifestação. Enterrar a negatividade no inconsciente não a erradicará; e  permitir sua manifestação com ações verbais ou físicas prejudiciais  apenas criará mais problemas. Mas se você apenas observar, então, a  impureza desaparecerá e você estará livre dela.</p>
<p>Isso parece maravilhoso, mas será realmente prático? Quando a raiva  surge, apodera-se de nós tão rapidamente que nem mesmo percebemos.  Então, dominados por ela, dizemos ou fazemos coisas que prejudicam aos  outros e a nós mesmos. Mais tarde, quando ela passa, começamos a chorar e  nos arrependemos, pedindo perdão a uma pessoa ou outra, ou a um deus:  “Ah, cometi um erro, por favor, me desculpe!” Mas da próxima vez em que  nos encontrarmos em uma situação semelhante, reagiremos da mesma forma.  Todo esse arrependimento não ajuda em nada. A dificuldade é que não  temos consciência quando uma impureza surge. Ela surge no nível profundo  na mente inconsciente e, quando chega ao nível consciente, já ganhou  tanta força que nos domina sem que possamos observá-la.</p>
<p>Vamos supor que eu contrate um secretário particular e toda vez que a  raiva surja ele diga: “olhe, a raiva está começando!”. Como não sei a  que horas a raiva vai começar, terei de contratar três secretários para  os três turnos: manhã, tarde e noite!</p>
<p>Suponhamos que possa arcar com isso e que a raiva comece. Assim que  meu secretário me avisar, “ah, senhor, veja — a raiva começou!”, a  primeira coisa que farei será dar-lhe um tabefe e xingá-lo: &#8220;Seu  imbecil, acha que é pago para me ensinar?&#8221;</p>
<p>Estou tão dominado pela raiva que nenhum bom conselho ajudará.<br />
Suponhamos que o discernimento prevaleça e eu não o agrida. Em vez  disso, digo: “Muito obrigado. Agora preciso me sentar e observar minha  raiva.” Será que é possível?</p>
<p>Ao fechar os olhos e tentar observar a raiva, o objeto da minha raiva  imediatamente surge em minha mente — a pessoa ou o fato que a iniciou.  Logo, não estarei observando a raiva pura, mas meramente o estímulo  externo dessa emoção. Isso servirá apenas para multiplicar a raiva; e,  portanto, não é a solução. É muito difícil observar qualquer  negatividade abstrata ou emoção abstrata separada do objeto externo que  originariamente foi responsável pelo seu surgimento.</p>
<p>Entretanto, alguém que atingiu a verdade suprema encontrou uma solução real.<br />
Descobriu que sempre que uma impureza surge na mente, duas coisas  começam a acontecer simultaneamente no plano físico. Uma é que a  respiração perde o seu ritmo normal. Começo a respirar mais forte sempre  que a negatividade surge na mente. Isso é fácil de se observar. Ao  mesmo tempo, em um nível mais sutil, uma reação bioquímica começa no  corpo, resultando em uma sensação. Toda impureza irá gerar uma sensação  ou outra, em alguma parte do corpo.</p>
<p>Isso oferece uma solução prática. Uma pessoa comum não pode observar  impurezas abstratas da mente — medo, raiva ou paixão abstrata. Mas, com a  prática e treinamento adequados, é muito fácil observar a respiração e  as sensações corporais, ambas diretamente relacionadas às impurezas  mentais.</p>
<p>A respiração e as sensações vão ajudar de duas formas. Primeiramente,  serão como que secretários particulares. Assim que uma negatividade  surgir na mente, a respiração perderá sua normalidade; começará a  gritar: “olhe, alguma coisa deu errado!”.<br />
Eu não posso repreender minha respiração; tenho que aceitar esse aviso.  Da mesma forma, as sensações vão dizer que algo vai mal. Então, tendo  sido avisado, poderei começar a observar a respiração e as sensações e,  muito rapidamente, verifico que a negatividade cessa.</p>
<p>Esse fenômeno físico-mental é como duas faces de uma moeda. Em uma  das faces, estão os pensamentos e as emoções surgindo na mente; na  outra, estão a respiração e as sensações corporais. Quaisquer  pensamentos ou emoções, quaisquer impurezas mentais que surjam,  manifestam-se na respiração e nas sensações daquele momento.</p>
<p>Logo, observando a respiração ou as sensações, estamos, de fato,  observando as impurezas mentais. Em vez de fugirmos do problema,  estaremos encarando a realidade como ela é. Como resultado veremos que  essas impurezas perderão sua força; não mais nos dominarão como no  passado. Se persistirmos, elas finalmente desaparecerão por completo e  começaremos a viver uma vida pacífica e feliz, uma vida cada vez mais  livre das negatividades.</p>
<p>Dessa forma, essa técnica de auto-observação mostra-nos a realidade  em seus dois aspectos: interior e exterior. Previamente olhávamos apenas  para fora, perdendo a verdade interior. Procurávamos sempre fora de nós  a causa de nossa infelicidade; sempre culpávamos e tentávamos modificar  a realidade externa. Por ignorar a realidade interior, não se entendia  que a causa do sofrimento está dentro de nós, em nossas reações cegas.</p>
<p>É difícil observar uma negatividade abstrata quando surge. Mas agora,  com o treinamento, é possível ver o outro lado da moeda. Podemos tomar  consciência da respiração e também do que acontece dentro de nós. O quer  que seja, respiração ou sensação, aprendemos a simplesmente observar  sem perder o equilíbrio mental. Paramos de multiplicar nosso sofrimento.  Em lugar disso, se permite que as impurezas se manifestem e  desapareçam.</p>
<p>Quanto mais praticamos essa técnica, mais rapidamente as  negatividades desaparecerão. Pouco a pouco, a mente tornar-se-á livre de  impurezas, tornar-se-á pura. Uma mente pura é sempre cheia de amor —  amor desinteressado por todos os outros; cheia de compaixão pelas falhas  e sofrimentos dos outros; cheia de alegria pelo seu sucesso e  felicidade; cheia de equanimidade diante de qualquer situação.</p>
<p>Quando se atinge esse estágio, todo nosso padrão de vida começa a se  transformar. Não é mais possível fazer ou falar qualquer coisa que  perturbe a paz e a alegria dos outros. Em vez disso, uma mente  equilibrada não apenas torna-se pacífica, ajuda os outros a também se  tranquilizarem. A atmosfera que cerca uma tal pessoa se tornará permeada  de paz e harmonia, e isso começará a afetar os demais também.</p>
<p>Esse foi o ensinamento do Buda: uma arte de viver. Ele nunca  estabeleceu ou ensinou nenhuma religião, nenhum “ismo”. Nunca instruiu  aqueles que o procuravam a praticar qualquer rito, ou ritual, ou alguma  formalidade vazia. Ao contrário, ensinava-os a observar a natureza tal  como ela é, observando a realidade interior. Na ignorância continuamos a  reagir de determinadas maneiras que prejudicam a nós e aos outros.  Porém, quando a sabedoria surge — a sabedoria de observar a realidade  como ela é — esse hábito de reagir vai embora, desaparece. Quando  paramos de reagir cegamente, então, somos capazes da ação verdadeira —  ação proveniente de uma mente equilibrada e equânime, uma mente que vê e  compreende a verdade. Tal ação poderá ser tão somente positiva,  criativa e benéfica para nós e para os outros.</p>
<p>Logo, o que é necessário é “conhecer-se a si mesmo” — conselho dado  por todo sábio. Precisamos conhecer a nós mesmos, não apenas  intelectualmente, no nível teórico e das ideias. Tampouco significa nos  conhecermos emocional ou devocionalmente, apenas aceitando cegamente o  que ouvimos ou lemos. Tal conhecimento não é suficiente. Mais do que  isso, precisamos conhecer a realidade experimentalmente. Precisamos  experimentar diretamente a realidade desse fenômeno físicomental. Só  isso nos ajudará a libertar-nos de nosso sofrimento.</p>
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		<title>Festa de confraternização 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 14:43:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<a href='http://vajra.com.br/site/festa-de-confraternizacao-2010/dsc_0008/' title='DSC_0008'><img width="150" height="150" src="http://vajra.com.br/site/wp-content/uploads/2011/03/DSC_0008-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0008" title="DSC_0008" /></a>
<a href='http://vajra.com.br/site/festa-de-confraternizacao-2010/dsc_0009/' title='DSC_0009'><img width="150" height="150" src="http://vajra.com.br/site/wp-content/uploads/2011/03/DSC_0009-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0009" title="DSC_0009" /></a>
<a href='http://vajra.com.br/site/festa-de-confraternizacao-2010/dsc_0012/' title='DSC_0012'><img width="150" height="150" src="http://vajra.com.br/site/wp-content/uploads/2011/03/DSC_0012-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0012" title="DSC_0012" /></a>
<a href='http://vajra.com.br/site/festa-de-confraternizacao-2010/dsc_0013/' title='DSC_0013'><img width="150" height="150" src="http://vajra.com.br/site/wp-content/uploads/2011/03/DSC_0013-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0013" title="DSC_0013" /></a>
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		<title>Foto3</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 04:13:01 +0000</pubDate>
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		<title>Foto2</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 04:11:21 +0000</pubDate>
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		<title>Foto1</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 04:07:59 +0000</pubDate>
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		<title>SARASVATI em VÊNUS</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 22:02:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[sexta-feira com arte, gastronomia, bem-estar e integração SEXTA, 12 de março, 20h20h &#8211; Prática de Yoga 20h50 &#8211; Nidra21h &#8211; Sopa21h30 &#8211; Kirtans/Bhajans [ banda Trio Om ] convidados> prática: R$10 &#124; sopa: R$5 &#124; show: R$10alunos> prática: R$5 &#124; sopa: R$5 &#124; show: R$10]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-style: italic;">sexta-feira com arte, gastronomia, bem-estar e integração</span><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vTt9zrOPxK0/S5F_iYCEAuI/AAAAAAAAAj0/msR8DIvTyQk/s1600-h/flyer_sarasvati.jpg"></p>
<p></a><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 283px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vTt9zrOPxK0/S5F_iYCEAuI/AAAAAAAAAj0/msR8DIvTyQk/s400/flyer_sarasvati.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445273653011022562" border="0" /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vTt9zrOPxK0/S5F_iYCEAuI/AAAAAAAAAj0/msR8DIvTyQk/s1600-h/flyer_sarasvati.jpg"></p>
<p></a><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"></span><span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"></span><span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;">SEXTA, 12 de março, 20h</span><br /><span style="font-weight: bold;">20h &#8211; Prática de Yoga</span><br /><span style="font-weight: bold;"> 20h50 &#8211; Nidra</span><br /><span style="font-weight: bold;">21h &#8211; Sopa</span><br /><span style="font-weight: bold;">21h30 &#8211; Kirtans/Bhajans [ banda Trio Om ]</span></p>
<p>convidados> prática: R$10 | sopa: R$5 | show: R$10<br />alunos> prática: R$5 | sopa: R$5 | show: R$10</p>
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		<title>Meditação (por Ramana Maharshi )</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 17:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>

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		<description><![CDATA[Pergunta: O que é meditação (Dhyana)? Bhagavan: É permanecer como seu próprio Ser sem desviar-se de maneira nenhuma de sua natureza real e sem sentir que você está meditando. P: Qual é a diferença entre Dhyana e Samadhi? B: Dhyana é alcançada através de esforço mental deliberado. Em Samadhi não há tal esforço. P: Quais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_vTt9zrOPxK0/SwwcVvqeadI/AAAAAAAAAfs/w8UH1PyrdDY/s1600/ramana_gg.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407728412462574034" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 309px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vTt9zrOPxK0/SwwcVvqeadI/AAAAAAAAAfs/w8UH1PyrdDY/s400/ramana_gg.jpg" border="0" alt="" /></a><strong>Pergunta:</strong> O que é meditação (<em>Dhyana</em>)?</p>
<p align="justify"><strong>Bhagavan:</strong> É permanecer como seu próprio Ser sem desviar-se de maneira nenhuma de sua natureza real e sem sentir que você está meditando.<br />
<strong><br />
P:</strong> Qual é a diferença entre <em>Dhyana</em> e <em>Samadhi</em>?<br />
<strong>B:</strong> <em>Dhyana</em> é alcançada através de esforço mental deliberado. Em <em>Samadhi</em> não há tal esforço.<br />
<strong><br />
P:</strong> Quais são os fatores a serem mantidos em vista na meditação?<br />
<strong>B:</strong> É importante para aquele que está estabilizado no seu Ser (<em>atmanishtha</em>) observar que ele não se desvie nem um pouquinho de sua absorção. Ao desviar de sua natureza real, ele pode ver diante de si refulgências brilhantes, ou escutar sons incomuns, ou considerar reais visões de Deuses aparecendo dentro e fora de si mesmo. Ele não deveria ser enganado por tais coisas e esquecer de Si.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>P:</strong> Não encontro meios de ir para dentro através da meditação.<strong><br />
B:</strong> Onde mais estamos agora? Nosso próprio Ser é isso.</p>
<p align="justify"><strong>P:</strong> Mesmo assim somos ignorantes.<br />
<strong>B:</strong> Ignorantes do que, e de quem é a ignorância? Se a ignorância é a respeito do Ser existem dois si mesmos <span style="font-size:78%;">(<em>Selves</em>)</span>?<br />
<strong><br />
P:</strong> Não há dois. Mas o sentimento de limitação não pode ser negado.<br />
<strong>B:</strong> As limitações são apenas da mente. Você as sentia no sono profundo? Você existe no sono profundo. Você não nega a sua existência então. O mesmo Ser está aqui e agora no estado desperto. Você está dizendo agora que há limitações. O que aconteceu agora é que existem diferenças entre os dois estados. As diferenças devem-se à mente. Não há mente no sono profundo, enquanto que agora ela está ativa. O Ser existe na ausência da mente também.<br />
<strong><br />
P:</strong> Embora isso seja entendido, não é percebido.<br />
<strong>B:</strong> Será pouco a pouco, com meditação.<br />
<strong><br />
P:</strong> Meditação é com a mente. Como ela pode matar a mente para poder revelar o Ser?<br />
<strong>B:</strong> Meditação é firmar-se a um pensamento. Aquele único pensamento mantém afastados os outros pensamentos. Distração da mente é um sinal de sua fraqueza. Através de constante meditação ela ganha força, ou seja, a fraqueza dos pensamentos fugitivos dá lugar ao duradouro pano de fundo livre de pensamentos. Essa vastidão desprovida de pensamentos é o Ser. A mente em pureza é o Ser.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>P:</strong> Como a meditação deve ser praticada?<strong><br />
B:</strong> Verdadeiramente falando, meditação é fixar-se no Ser. Mas quando os pensamentos cruzam a mente e fazemos um esforço para eliminá-los, o esforço geralmente é chamado de meditação. <em>Atmanishtha</em> (estar fixado no Ser) é a sua natureza real. Permaneça como você é. Esse é o objetivo.</p>
<p align="justify"><strong>P:</strong> Mas os pensamentos aparecem. Nosso esforço serve apenas para eliminar os pensamentos?<br />
<strong>B:</strong> Sim. A meditação sendo em um único pensamento, os outro pensamentos são mantidos longe. A meditação apenas é negativa com efeito, na medida em que os pensamentos são mantidos afastados.<br />
<strong><br />
P:</strong> Fala-se em &#8216;fixar a mente no Ser&#8217; <span style="font-size:78%;">(<em>atma samstham manah krtva</em>)</span>. Mas não é possível pensar no Ser.<br />
<strong>B:</strong> De qualquer modo, por que você deseja meditar? Porque você deseja meditar, lhe é dito para &#8216;fixar a mente no Ser&#8217;. Por que você não permanece como você é sem meditar? O que é esta mente? Quando todos os pensamentos são eliminados ela se torna &#8216;fixada no Ser&#8217;.<br />
<strong><br />
P:</strong> Se uma forma for dada, eu posso meditar nela e os outros pensamentos são eliminados. Mas o Ser é sem forma.<br />
<strong>B:</strong> A meditação em formas ou objetos concretos é dita ser <em>Dhyana</em>, enquanto que investigação do Ser é <em>Vichara</em> ou a ininterrupta consciência de ser (de existir).<br />
<strong><br />
P:</strong> Há mais prazer na meditação do que nos prazeres sensuais. Ainda assim a mente se apressa para obter os prazeres sensuais e não busca a meditação. Por que é assim?<br />
<strong>B:</strong> Prazer e dor são aspectos da mente apenas. Nossa natureza essencial é a felicidade. Mas nós esquecemos de nós mesmos (do Ser) e imaginamos que o corpo ou a mente são o Ser. É essa identidade errada que gera miséria. O que deve ser feito? Essa tendência mental é muito antiga e tem continuado por inúmeros nascimentos passados. Dessa forma ela tem ficado mais forte. Ela tem que ir antes que a natureza essencial, a felicidade, se afirme.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>P:</strong> A Meditação é praticada com os olhos abertos ou fechados?<strong><br />
B:</strong> Pode ser feita de ambos os jeitos. O ponto é que a mente deve estar introvertida e ser mantida ativa na sua busca. As vezes acontece que quando os olhos estão fechados, os pensamentos latentes se apressam com grande vigor. Pode ser difícil também introverter a mente com os olhos abertos. Requer força da mente para fazer isso. A mente fica contaminada quando ela absorve objetos. Quando não, ela é pura. O principal fator na meditação é manter a mente ativa na sua busca sem absorver impressões externas ou pensar em outros assuntos.</p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p><strong>P:</strong> Sempre que medito sinto um grande calor na cabeça e, se persisto, meu corpo todo queima. Qual é a solução?<strong><br />
B:</strong> Se a concentração é feita com o cérebro, surgem sensações de aquecimento ou mesmo dor de cabeça. A concentração tem que ser feita no Coração, o qual é fresco e refrescante. Relaxe e a sua meditação será fácil. Mantenha sua mente estável gentilmente repelindo todos os pensamentos intrusos mas sem esforço excessivo. Em breve você conseguirá.</p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p><strong>P:</strong> Como evito de cair no sono enquanto medito?<strong><br />
B:</strong> Se você tentar evitar o sono isso significará pensar na meditação, o que deve ser evitado. Mas se você adormecer enquanto estiver meditando, a meditação irá continuar mesmo durante e depois do sono. Ainda assim, sendo o sono um pensamento, devemos nos livrar dele, pois o estado natural final tem que ser obtido conscientemente no estado desperto (<em>jagrat</em>) sem o pensamento perturbado . O sono e o estado desperto são meras imagens na tela do estado nativo livre de pensamentos. Deixe-os passarem desapercebidos.<br />
<strong> </strong><strong><br />
P:</strong> Sobre o que deve-se meditar?<strong><br />
B:</strong> No que você preferir.</p>
<p align="justify"><strong>P:</strong> <em>Shiva</em>, <em>Vishnu</em> e <em>Gayatri</em> são ditos como sendo igualmente eficazes.<br />
<strong>B:</strong> Qualquer um que você gostar mais. São todos iguais em seu efeito. Mas você deveria se firmar a um.<br />
<strong><br />
P:</strong> E como eu medito?<br />
<strong>B:</strong> Concentre naquele que você gosta mais. Se um único pensamento prevalece, todos os outros pensamentos são colocados para fora e finalmente são erradicados. Enquanto a diversidade prevalece há maus pensamentos. Quando o objeto de amor prevalece apenas, os bons pensamentos mantém-se no campo. Portanto, segure-se a um pensamento apenas. <em>Dhyana</em> é a prática principal.<br />
<em>Dhyana</em> significa luta. Assim que você começa a meditação, outros pensamentos se aglomeram; junte força e tente aprofundar o único pensamento com o qual você tenta se manter. O pensamento bom gradualmente deve ganhar força através de repetida prática. Depois de ter ficado forte os outros pensamentos vão ser mandados para longe. Essa é a batalha real que sempre acontece na meditação.<br />
A pessoa quer livrar-se da miséria. Isso requer paz da mente, que significa ausência de perturbação devida a todos os tipos de pensamentos. A paz da mente é trazida pela meditação apenas.<br />
O resultado final da prática de qualquer tipo de meditação é que o objeto no qual o buscador fixa sua mente deixa de existir como separado e distinto do sujeito. Eles, o sujeito e o objeto, tornam-se o Ser uno, e esse é o Coração.<br />
<strong><br />
P:</strong> Por que Sri Bhagavan não nos diz para praticarmos concentração em algum centro particular ou chakra?<br />
<strong>B:</strong> O <em>Yoga Sastra</em> diz que o <em>sahasrara</em> (o chakra localizado no cérebro) é o lugar do Ser. O <em>Purusha Suka</em> declara que o coração é o lugar dele. Para permitir que o buscador se livre de qualquer dúvida possível, eu lhes digo para trilhar o caminho ou a pista do &#8216;sentido de eu&#8217; (<em>I&#8217;ness</em>) ou o &#8216;sentido de eu sou&#8217; (<em>I&#8217;am-ness</em>) e segui-lo até a sua fonte. Porque, primeiramente, é impossível para alguém levantar qualquer dúvida a respeito dessa noção de &#8216;eu&#8217;. Em segundo lugar, qualquer que seja o meio adotado, o objetivo final é a realização da fonte do &#8216;sentido de eu sou&#8217; o qual é o dado primário da sua experiência.<br />
Se você praticar portanto a investigação de si, você alcançará o Coração que é o Ser</p>
<p><strong>P:</strong> Qual é a diferença entre meditação (<em>dhyana</em>) e investigação (<em>vichara</em>)?<strong><br />
B:</strong> Ambos dão no mesmo. Aqueles que não se adequam à investigação devem praticar meditação. Na meditação o aspirante, esquecendo a si mesmo, medita &#8216;eu sou <em>Brahman</em>&#8216; ou &#8216;eu sou <em>Shiva</em>&#8216; e através desse método se mantém em <em>Brahman</em> ou <em>Shiva</em>. Isso irá terminar finalmente com a consciência residual de <em>Brahman</em> ou <em>Shiva</em> na forma do Ser (da própria existência). Ele irá então perceber que isso é o puro Ser, ou seja, o Si mesmo real.<br />
Aquele que se engaja na investigação começa mantendo-se em si mesmo, e perguntando a si mesmo &#8216;Quem sou eu?&#8217; o Ser (o Si mesmo real) torna-se claro para ele.<br />
A pessoa imaginar mentalmente que ela é a realidade suprema, que brilha como existência-consciência-contentamento, é meditação. Fixar a mente no Ser para que a semente irreal da ilusão morra, é investigação.<br />
Quem quer que medite sobre o Ser em qualquer imagem mental (<em>bhava</em>) atinge-o apenas naquela imagem. Aquelas pessoas pacificas que permanecem quietas sem nenhuma imagem mental desse tipo atingem o nobre e inqualificável estado de <em>Kaivalya</em>, o estado sem forma do Ser.</p>
<p align="justify"><strong>P:</strong> A meditação é mais direta do que a investigação pois mantém-se na verdade enquanto que a investigação filtra a verdade da irrealidade?<br />
<strong>B:</strong> Para um iniciante a meditação em uma forma é mais fácil e agradável. A prática dela leva à investigação de si que consiste em peneirar a verdade da irrealidade.<br />
Qual é a utilidade de segurar-se na verdade quando você está cheio de fatores antagônicos?<br />
A investigação de si conduz diretamente à realização ao remover os obstáculos que fazem você pensar que o Ser ainda não está realizado.<br />
A meditação difere de acordo com o grau de desenvolvimento do buscador. Se a pessoa estiver apta, ela deve se manter no pensador, e o pensador irá automaticamente afundar-se na sua fonte, a pura consciência.<br />
Se a pessoa não pode segurar-se diretamente no pensador ela deve meditar em Deus e no devido tempo esse mesmo indivíduo terá se tornado suficientemente puro para se manter no pensador e afundar-se no Ser absoluto.<br />
A meditação é possível apenas se o Ego é mantido. Existe o ego e o objeto sobre o qual se está meditando. O método é portanto indireto pois o Ser é apenas um. Buscando o ego, ou seja, a fonte dele, o ego desaparece. O que sobra é o Ser. Esse método é o direto.</p>
<div style="text-align: right; font-style: italic;">Tradução por Ricardo Melito</div>
<p align="justify">Para ler outros textos acesse o <a href="http://ricardo-yoga.blogspot.com/">Portal do Conhecimento Divino</a><br />
Trecho extraído e traduzido do livro &#8220;Be as You Are&#8221; de David Godman</p>
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